sábado, 8 de outubro de 2016

O que é Assédio Moral?

     De todas as formas de assédio que existem, esse é o que tem o maior número de incidências. Também é aquele onde a pessoa tem mais dificuldade de comprovar e por isso às vezes se conforma com as injustiças e não luta por seus direitos.



     O assédio moral está ligado à idéia de humilhação, isto é, com o sentimento de ser ofendido, menosprezado, rebaixado, constrangido, etc. A pessoa que é vítima de assédio moral se sente desvalorizada e envergonhada.
     No ambiente de trabalho o assédio moral pode ser identificado por humilhações constantes, geralmente provocados por um chefe ou superior na escala hierarquica, que levam à uma degradação das condições de trabalho. A vítima, com medo de perder o emprego, se sente de mãos atadas diante das hostilidades acaba se submetendo ao rebaixamento. Os colegas de trabalho também amedrontados,  aderem à um pacto de tolerância e silêncio deixando a vítima cada vez mais isolada e sem ter a quem recorrer.
     Em grande parte dos casos o assédio moral tem como objetivo criar uma situação insustentável, pressionando o empregado para que ele peça demissão. Segundo a advogada trabalhista Sílvia Helena Soares “para não arcar com as despesas trabalhistas, o empregador cria um ambiente insuportável e assim o funcionário acaba pedindo demissão".

Como identificar:

O trabalhador:
·         é isolado dos demais colegas;
·         é impedido de se expressar sem justificativa;
·         é fragilizado, ridicularizado e menosprezado na frente dos colegas;
·         é chamado de incapaz;
·         se torna emocional e profissionalmente abalado, o que leva à perder a autoconfiança e o interesse pelo trabalho;
·         se torna mais propenso a doenças;
·         é forçado a pedir demissão.

O agressor:
·         age através de gestos e condutas abusivas e constrangedoras;
·         busca inferiorizar, amedrontar, menosprezar, difamar, ironizar, dá risinhos, suspiros, e faz brincadeiras de mau gosto;
·         ignora, não cumprimenta e é indiferente à presença do outro;
·         dá tarefas sem sentido e que jamais serão utilizadas;
·         controla o tempo de idas ao banheiro, impõe horários absurdos de almoço, etc.
      Como consequência o trabalhador humilhado pode sofrer de angustia, entrar em depressão e até mesmo pensar em suicídio. São muito comuns distúrbios do sono (falta ou excesso), descontrole emocional, crises de choro, irritabilidade, aparecimento de dores (de cabeça e por todo o corpo), perda de apetite, tonturas, taquicardia, aumento da pressão arterial, problemas digestivos e, em alguns casos, fuga por meio de álcool e drogas. Isto significa que o assédio moral produz reflexos muito sérios na vida daqueles que passam por isso.

Como lutar contra o assédio moral:
·         Tomar nota das humilhações sofridas com data, hora, local, quem foi o agressor, quem testemunhou, o que aconteceu, o que foi falado, etc.
·         Procurar ajuda de colegas, em especial daqueles que testemunharam e os que também já sofreram humilhações.
·         Evitar conversar com o agressor sem testemunhas.
·         Caso seja uma empresa grande, onde o chefe direto não é o dono da empresa, relate o que vem acontecendo ao RH (Recursos Humanos) ou DP (Departamento Pessoal).
·         Procurar ajuda de diretores, médicos ou advogados do sindicato ao qual é filiado;
·         Relatar o que vem ocorrendo ao Ministério Público;
·         Buscar auxílio da Justiça do Trabalho;
·         Buscar apoio em Comissões de Direitos Humanos;
·         Caso o assédio moral esteja gerando danos à sua saúde, procure um centro de referência e saúde do trabalhador;
·         Não se cale e comente o que ocorre com familiares e amigos. Nestas situações a solidariedade é fundamental.
     O trabalhador vítima de assédio moral pode processar seus chefes e empregadores por danos morais em virtude de humilhações sofridas. Para isso é muito importante reunir o maior número de provas que caracterizam o assédio, como troca de e-mails, testemunhas dispostas a falar, etc. e procurar a justiça do trabalho.

Por: Luciano dos Santos Cardoso - 14112080445
       Janaína Ramos Euzébio - 14212080438
       Miria Gonçalves e Silva - 14212080169


Bullying: a violência escolar


Como vimos até aqui, o bullying é um tipo de violência recorrente em nossas escolas, particulares ou públicas, e deve ser combatido através da conscientização de todos os sujeitos que atuam no contexto escolar: alunos, profissionais e famílias. Bullying é um problema a ser resolvido por toda a comunidade escolar. Somente assim, com a contribuição de cada segmento, pode-se reduzir ou até mesmo acabar com essa forma de violência. 
Enfim, cabe aos gestores ( direção, pedagogos, orientação educacional, supervisor educacional e coordenador pedagógico) propor a toda a escola projetos pedagógicos que abordem o tema bullying e promovam atividades que valorizem a cultura de paz e o respeito à diversidade. 

Nos vídeos abaixo, a educadora Cleo Fante,especialista em bullying, fala sobre o assunto e nos esclarece ainda mais!
Vale a pena conferir!



Referências:

FUNDAÇÃO FACULDADE DE MEDICINA. Bullying - Cleo Fante.
Disponível em:  https://www.youtube.com/watch?v=ofrj3emHnYw
Acesso em: 08 de outubro de 2016.

EDIÇÕES SM BRASIL Bullying e ciberbullying: conhecer para prevenir - Cleo Fante.
Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=FGmBkAQO0Io.
Acesso em: 08 de outubro de 2016.


Autoras: Lívia Souza da Silva, Luciana Gomes da Silva Cardozo e Priscilla da Matta Bernardo

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Burnout: síndrome afeta mais de 15% dos docentes


Luciano dos Santos Cardoso 14112080445
Miria  Gonsalves e Silva 14112080445
Janaína Ramos Euzebio
Exaustão emocional, baixa realização profissional, sensação de perda de energia, de fracasso profissional e de esgotamento. Estes são os principais sintomas de pessoas que sofrem da síndrome de Burnout. A pessoa é consumida física e emocionalmente pelo próprio objeto de trabalho. Daí o termo burnout - do inglês burn (queima) e out (para fora, até o fim). A doença acomete profissionais de várias áreas, mas seu diagnóstico é mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde.

Uma pesquisa realizada pela psicóloga Nádia Maria Beserra Leite, da Universidade de Brasília (UNB), com mais de oito mil professores da educação básica da rede pública na região Centro-Oeste do Brasil revelou que 15,7% dos entrevistados apresentam a síndrome de Burnout, que reflete intenso sofrimento causado por estresse laboral crônico. “A enfermidade acomete principalmente profissionais idealistas e com altas expectativas em relação aos resultados do seu trabalho. Na impossibilidade de alcançá-los, acabam decepcionados consigo mesmos e com a carreira”, explicou.

De acordo com Nádia, obter 15,7% num universo de oito mil não é desprezível. Caso o índice seja o mesmo em todo o país, por exemplo, então mais de 300 mil professores brasileiros convivem com a síndrome, isso somente no ensino básico. Entre outras conseqüências, tal cenário levaria a um sério comprometimento na educação de milhões de alunos.

Os dados foram revelados por meio de um questionário aplicado no Sistema de Avaliação da Educação Básica, em 2003, mas somente analisado em 2007. O questionário permite identificar a incidência dos três sintomas que caracterizam a síndrome: exaustão emocional, baixa realização profissional e despersonalização. Com relação ao primeiro sintoma, 29,8% dos professores pesquisados apresentaram exaustão emocional em nível considerado crítico. Quanto à baixa realização profissional, a incidência foi de 31,2%, enquanto 14% evidenciaram altos níveis de despersonalização.

Em entrevista ao Jornal do Professor, a psicóloga explica como os professores podem identificar a síndrome e o que devem fazer para tratá-la.

1. O que é a síndrome de Burnout? Como ela se diferencia do estresse?

Burnout é um estado de sofrimento que acomete o trabalhador quando este sente que já não consegue fazer frente aos estressores presentes no seu cotidiano de trabalho. Diferentemente do estresse, que se caracteriza pela luta do organismo no sentido de recobrar o equilíbrio físico e mental, a síndrome de Burnout compreende a desistência dessa luta. Por isso se diz que Burnout é a síndrome da desistência simbólica, pois embora não se ausente fisicamente do seu trabalho, o profissional não consegue se envolver emocionalmente com o que faz.

2. O que leva o professor a desenvolver a síndrome?

Burnout é resultado de longa exposição aos estressores laborais crônicos, sendo mais freqüente em profissões com altas demandas emocionais e que exigem interações intensas, como é o caso, por exemplo, dos professores e dos profissionais de saúde. No caso dos profissionais de saúde, as demandas emocionais estão ligadas à compaixão, à onipotência de poder salvar vidas e à impotência por perdê-las. Já no caso do professor, as demandas são de outra natureza; estão relacionadas ao cuidado, à possibilidade ou não de se estabelecer um vínculo afetivo com o aluno que favoreça o processo de aprendizagem e permita ao professor realizar um bom trabalho.

Essas demandas emocionais, no caso do docente, são inerentes a sua profissão, podendo ser agravadas, por exemplo, por políticas educacionais que aumentem a sobrecarga de trabalho sem a devida contrapartida, ou por condições inadequadas de trabalho, ou pela presença de alunos particularmente difíceis (alunos violentos, com grande déficit de aprendizagem) ou ainda pelo sentimento de injustiça, de não reconhecimento do seu esforço e da importância do seu papel na sociedade.

3. Quais são os principais sintomas dessa síndrome?

Os principais sintomas de Burnout são exaustão emocional, despersonalização e sentimento de baixa realização profissional. A exaustão emocional é uma sensação de perda de energia, de esgotamento, quando o profissional comumente relata que, embora querendo, já não consegue mais se envolver emocionalmente com o seu trabalho. Em decorrência dessa exaustão surgem dois mecanismos reativos, a despersonalização, que é o desenvolvimento de atitudes negativas em relação às pessoas destinatárias do trabalho (cliente, usuário) e o sentimento de baixa realização profissional, ou seja, uma sensação de fracasso profissional, de ineficácia.

4. Quais cuidados os professores podem tomar para evitar a síndrome?

Em tese, qualquer movimento no sentido de reduzir a vulnerabilidade do professor aos estressores do seu cotidiano, particularmente aqueles relacionados com as demandas emocionais, seria uma medida preventiva no sentido de minimizar as possibilidades de o indivíduo vir a desenvolver Burnout. Dessa forma, aplicam-se à prevenção de Burnout, todas as estratégias voltadas para ajudar o indivíduo a lidar com o estresse. Por isso, o apoio dos pares e da direção da organização é tão importante. A direção da escola tem papel fundamental no sentido de minimizar problemas estruturais como, por exemplo, condições de trabalho inadequadas. Com relação aos colegas, a troca de vivências e de problemas comuns favorece a reorganização cognitiva no sentido de o trabalhador rever suas expectativas e encontrar formas possíveis de lidar com suas frustrações, e ideais inalcançáveis.

5. Como os professores podem saber se estão com a síndrome ou não? Tem algum exame específico? Eles devem procurar um psicólogo?

O diagnóstico de Burnout pode ser feito por exame clínico, com profissional da área de saúde (médico, psicólogo) que efetivamente conheça os sintomas da síndrome, e por meio de instrumentos psicológicos elaborados especificamente para fazer essa avaliação. É importante que em ambos os casos a avaliação seja feita por profissional com formação adequada em relação ao fenômeno específico. Entretanto, é admissível que o próprio professor, ao tomar conhecimento dos sintomas de Burnout, identifique com razoável precisão que está vivendo esse processo. Nesse caso, é recomendável que ele busque ajuda psicológica.

6. Uma vez constatada a síndrome, o que os professores podem fazer para melhorar?

É altamente desejável que o profissional com Burnout tenha acesso a atendimento especializado, tanto médico quanto psicológico. Além disso, a participação da direção da organização e dos colegas pode ajudar muito, tanto na prevenção quanto na recuperação. Nos profissionais de saúde, medidas interessantes já vêm ocorrendo: profissionais que trabalham, por exemplo, em UTIs, prontos socorros e áreas mais críticas, por iniciativa própria ou por sugestão da instituição onde trabalham, fazem reuniões periódicas (grupos de reflexão) em que discutem suas angústias, suas limitações, buscam alternativas possíveis para os problemas e se preparam psicologicamente para se alegrar com o sucesso (mesmo que em pequena proporção) como forma de fazer frente ao insucesso freqüente. Meu estudo demonstrou que esse suporte social no trabalho é um grande aliado na redução dos níveis de Burnout.

REFERENCIA: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/conteudoJornal.html?idConteudo=38


Bullying não tem graça!









Segundo a pesquisadora e educadora CLEO FANTE (2005):


"(...) Bullying é um conjunto de atitudes agressivas intencionais e repetitivas que ocorrem sem motivação evidente, adotado por um ou mais alunos contra outro (s), causando dor, angústia e sofrimento. Insultos, intimidações, apelidos cruéis, gozações que magoam profundamente, acusações injustas, atuação de grupos que hostilizam, ridicularizam e infernizam a vida de outros alunos levando-os à exclusão, além de danos físicos, morais e materiais, são algumas das manifestações do “comportamento bullying” (FANTE, 2005, P.28 e 29).



Alunas: Lívia Souza da Silva, Luciana Gomes da Silva Cardozo, Priscilla Nascimento da Mata Bernardo



Referências:



quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Estratégias Pedagógicas de combate ao bullying

Dentre as estratégias pedagógicas de combate ao bullying, o coordenador pedagógico pode propor que se utilize vídeos sobre bullying. A partir daí, podem ser desenvolvidas várias atividades, tais como: debates, confecção de cartazes, produção textual, seminários, dramatizações, entre outros. Mas é fundamental, que haja muita conversa e diálogo com toda comunidade escolar sobre o assunto.

Referencias: https://youtu.be/Oaw2GnQrEIU

https://youtu.be/I0RZvBUYgnQ

Autoras: Lívia Souza da Silva, Luciana Gomes da Silva Cardozo e Priscilla Nascimento da Mata Bernardo.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Bullying: o papel do Orientador Educacional



O papel do orientador educacional é atuar em parceria com o grupo de pais, educadores, supervisores e orientadores educacionais para que toda a comunidade escolar esteja envolvida em projetos, trabalhos e discussões a fim de trabalhar no sentido de formar, informar, valorizar os atos de respeito ao próximo, a elevação da autoestima e fortalecer as relações e os vínculos de afeto na escola e família. Através de reuniões, palestras, atendimentos individualizados aos pais e responsáveis, conversas em sala de aula com os alunos, trazer experiências valiosas e significativas. Levando o envolvimento de toda a equipe escolar em relação à prevenção e tomada de solução quanto ao bullying. Cabe ao orientador dar assistência ao professor, famílias, educadores de forma geral, com as quais os alunos mantêm contatos, no sentido de melhor prepará-los para entender e atender às necessidades dos alunos, principalmente em torno do preconceito.
Segundo a orientadora educacional SILVA (2003): “A luta contra o Bullying é um grande desafio, e para isso precisa-se de esforços para possibilitar a diminuição ou até mesmo o fim desse mal que assola nossas escolas”.

Autoras: Lívia Souza da Silva, Luciana Gomes da Silva Cardozo e Priscilla Nascimento da Mata Bernardo.

Referencia: http://ppg.revistas.uema.br/index.php/PESQUISA_EM_FOCO/article/view/431/634
SILVA, Ana Beatriz Barbosa. Bullying: Mentes perigosas na escola. Fontanar, 2010.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

A gestão escolar diante do bullying



O bullying, geralmente, se origina de diferenças físicas, raciais, sociais e quaisquer outras, que não são aceitas ou respeitadas por um ou mais indivíduos que, se sentem superiores por tal fato ou condição. Diante disso, o papel de um gestor, dentro do ambiente escolar, ultrapassa o que se refere a impor regras para manter a disciplina. É importante que a gestão escolar esteja continuamente empenhada, também, a formar cidadãos mais humanos e mais respeitadores.

O compromisso  com  o desenvolvimento individual e a emancipação humana, devem fazer parte do objetivo da gestão escolar, além da qualidade dos processos de ensino e aprendizagem, pois é através de humanização e do ensino de valores, que os alunos aprendem a respeitar as diferenças e isso é essencial, para acabar com atitudes desrespeitosas e perigosas de uns com os outros.
Um supervisor deve se posicionar como um orientador e não um comandante. É importante que ele tenha uma postura crítica e dialógica, que ele seja capaz de observar e adequar a realidade, buscando sempre o melhor caminho para superar as dificuldades dentro do ambiente escolar e orientar todos os envolvidos no cenário educacional.
Diante de um problema grave como o bullying, é parte da função do supervisor escolar, estar inteirado do assunto e encontrar as melhores soluções, junto aos professores, visando uma educação transformadora, focada na valorização do ser humano e na construção de indivíduos que respeitem as diferenças.
Sabemos que a escola de hoje ainda está longe de ser a ideal, mas apesar dos problemas ainda não solucionados, deve ser um ambiente de transmissão e ensinamento de valores morais e éticos, de inclusão, de formação e transformação de cidadãos, afim de construir uma sociedade menos desigual.



Autoras: Livia Souza da Silva, Luciana Gomes da Silva Cardozo e Priscilla Nascimento da Mata Bernardo


Referências: 

ABRAMOVAY,  M.;  RUA,  M.  das  G.  Violências  nas  escolas.  4.  ed.  Brasília: UNESCO, 2004.
 ANDRADE, N. V. de. Supervisão em Educação. Rio de Janeiro: Editora S. A., 1976. 
CARAPETO  FERREIRA,  N.  S.  (Org.).  Supervisão  educacional  para  uma  escola  de qualidade: da formação à ação. 4. ed. São Paulo: Cortez Editora, 2003.