Reflexões sobre o assédio moral no ambiente escolar
O Assédio Moral nas escolas não é algo novo, no entanto, tem se observado um aumento dos casos nos espaços escolares. Mas, o que é assédio moral?
Assédio Moral são atitudes negativas que humilham, ofendem, repetitivas e por um longo período, acarretando prejuízos na vítima.
Infelizmente, em poucos casos as vítimas denunciam e lutam pelos seus direitos, as vezes até por desconhecimento da existência do assédio moral.
No âmbito escolar, o assédio moral pode ocorrer nas relações entre alunos, professores e alunos, diretores e professores. Todas influenciam negativamente o desenvolvimento dos processos educacionais.
Há diversas formas de ocorrer o assédio moral, destacamos algumas situações que caracterizam o ato, são elas: agressão física; agressão verbal aos alunos; ameaças aos alunos; acusação
agressiva e sem provas; assédio sexual; comentários depreciativos, preconceituosos ou
indecorosos; tratamento discriminatório e excludente; rebaixamento da capacidade
cognitiva dos alunos; desinteresse e omissão; uso inadequado de instrumentos pedagógicos,
prejudicando os alunos; recusa em realizar seu trabalho e abandono do trabalho em sala de
aula.
O assédio moral entre Professores e alunos
Também chamado de assédio vertical, caracteriza-se pela relação
hierárquica estabelecida entre professores e alunos. Há dois tipos de assédio vertical:
assédio descendente, quando o assediador é o professor e a vítima é o
aluno, e assédio ascendente, quando o assediador é o aluno e a vítima é o
professor.
No assédio descendente observam-se práticas de reprimendas repetitivas, críticas constantes ao comportamento do aluno, discriminação étnica, religiosa, social,
por origem, incluindo discriminação contra estrangeiros ou alunos procedentes de outras
regiões do mesmo país, entre outras. Os agentes de assédio podem não
ser limitados a professores, mas podem englobar também a direção da instituição de ensino
bem como outros profissionais que trabalham na instituição.
No assédio ascendente observam-se práticas tais como desrespeito, sarcasmo, falta
de atenção intencional, provocações, perturbações da ordem na sala de aula.
Assédio Moral entre Alunos
Este tipo de assédio apresenta características semelhantes às mencionadas no
assédio moral ascendente Casos mais graves podem envolver uma vítima e vários agressores
agrupados em uma gang. Neste caso, vigilância constante da instituição de ensino é
fundamental para a qualificação do assédio moral.
Consequências do assédio moral
Os quadros relatados pelos mais diversos autores mostram um quadro patológico
variando do cansaço, distúrbios do sono, enxaquecas, distúrbios digestivos, dores na
coluna, baixo estima, insegurança, medo, pânico, dores generalizadas, depressão profunda
a repentes de histerismos e violência podendo chegar ao suicídio. Contudo, ao estresse originado pelo assédio moral,
acrescenta-se o sentimento de impotência, da humilhação.
O assédio moral é fator de grave comprometimento bio-psíquico-social e
exerce influência direta no desenvolvimento.
Combate ao assédio moral nas escolas
É importante que a toda a comunidade escolar trabalhe em prol do combate ao assédio moral. E que através de projetos pedagógicos promovam ações que fortaleçam as relações positivas entre alunos e professores e alunos. Por isso, enquanto educadores devemos valorizar e mostrar ao nosso alunos a importância do respeito ao outro.
Enfim, convocamos todos para contribuir
com a educação, pois ela é a peça fundamental para que o direito à igualdade seja
alcançado.
O vídeo abaixo traz importantes reflexões sobre o assédio moral nas escolas e como a ação conjunta pode minimizar os casos e situações de assédio.
Maioria de casos de bullying ocorre na sala de aula.
Com 5.168 alunos de 5ª a 8ª série mostra que 17% são vítimas ou agressores; fenômeno se alastra pela internet
Luciana Alvarez,
O Estado de S.Paulo
15 Abril 2010 | 09h42
Uma pesquisa nacional sobre bullying - agressões físicas ou verbais recorrentes nas escolas - mostrou que a maior parte do problema (21% dos casos) ocorre nas salas de aula, mesmo com os professores presentes. Dos 5.168 alunos de 5.ª a 8.ª séries de escolas públicas e particulares de todas as regiões do País entrevistados, 10% disseram ser vítimas de bullying e 10%, agressores - 3% são ao mesmo tempo vítimas e agressores.
O estudo, feito pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats/FIA) para a ONG Plan Brasil, mostrou o despreparo das escolas e dos professores. "As escolas mostraram uma postura passiva para uma violência que acontece no ambiente escolar", afirmou Gisella Lorenzi, coordenadora da pesquisa.
"Em outros países, o lugar preferencial de agressões é o pátio, onde costuma haver mais alunos e menos supervisão", disse Cléo Fante, pesquisadora da Plan, especialista em bullying. Segundo o estudo, 7,9% das agressões são feitas no pátio, 5,3% nos corredores e 1,8% nos portões da escola.
A socióloga Miriam Abramovay, da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), diz que o resultado demonstra que o estudante não se importa com a supervisão de um adulto, pois há uma banalização da violência nas escolas. "Essas agressões não são vistas como uma violência", diz.
"Em geral, os professores dizem que é brincadeira. Falta um olhar perspicaz para perceber os conflitos."
A pesquisa indicou também que 28% dos estudantes foram vítimas de algum tipo de violência dentro da escola no último ano e mais de 70% deles presenciaram agressões.
Quando se trata de agressões recorrentes, os meninos sofrem mais que as meninas: 12,5% deles se disseram vítimas, mas o número cai para 7,6% entre as garotas. O Sudeste é a região com mais vítimas de bullying - 15,5% - e o Nordeste, com a menor ocorrência (5,4%).
Rendimento. A principal consequência do bullying para a vida escolar é semelhante tanto para agredidos quanto para os agressores. A perda de "concentração" e "entusiasmo" pelo colégio foram as consequências mais citadas pelos dois lados (16,5% das vítimas e 13,3% dos agressores). "A violência na escola impede a plena realização do potencial das crianças", afirmou Moacyr Bittencourt, presidente da Plan Brasil.
Outros dados são que 37% dos entrevistados disseram que "às vezes" sentem medo no ambiente escolar e 13% afirmaram que nunca se sentem acolhidos. E, com a internet, insultos e ameaças via rede passaram a fazer parte da realidade dos alunos (mais informações nesta página).
PARA ENTENDER
1. O que é bullying?
É qualquer tipo de agressão física ou moral entre pares (como colegas), que ocorre repetidas vezes nas escolas. A pesquisa considerou ao menos três vezes ao ano.
2. Qual a motivação para o bullying?
Não há motivos concretos.
Dicas para enfrentar o problema
Medo da escola
Uma criança que demonstre desconforto físico ou tristeza antes de ir para escola ou não queira participar de festas de colegas de colégio pode ser uma vítima. Procure conversar com seu filho e com representantes da escola
Novos comportamentos
Crianças que tenham mudança brusca de comportamento - eram falantes e tornam-se
quietas, por exemplo - também podem estar sofrendo bullying. Pais devem ficar atentos
ainda a comportamentos agressivos
Atenção e conversa
"Vítimas" e "agressores" precisam igualmente de atenção. Muitas vezes o comportamento agressivo tem motivações de insegurança e medo. O melhor caminho é mediar uma conversa franca entre os dois lado.
Maioria de casos de bullying ocorre na sala de aula.
Com 5.168 alunos de 5ª a 8ª série mostra que 17% são vítimas ou agressores; fenômeno se alastra pela internet
Luciana Alvarez,
O Estado de S.Paulo
15 Abril 2010 | 09h42
]Uma pesquisa nacional sobre bullying - agressões físicas ou verbais recorrentes nas escolas - mostrou que a maior parte do problema (21% dos casos) ocorre nas salas de aula, mesmo com os professores presentes. Dos 5.168 alunos de 5.ª a 8.ª séries de escolas públicas e particulares de todas as regiões do País entrevistados, 10% disseram ser vítimas de bullying e 10%, agressores - 3% são ao mesmo tempo vítimas e agressores.
O estudo, feito pelo Centro de Empreendedorismo Social e Administração em Terceiro Setor (Ceats/FIA) para a ONG Plan Brasil, mostrou o despreparo das escolas e dos professores. "As escolas mostraram uma postura passiva para uma violência que acontece no ambiente escolar", afirmou Gisella Lorenzi, coordenadora da pesquisa.
"Em outros países, o lugar preferencial de agressões é o pátio, onde costuma haver mais alunos e menos supervisão", disse Cléo Fante, pesquisadora da Plan, especialista em bullying. Segundo o estudo, 7,9% das agressões são feitas no pátio, 5,3% nos corredores e 1,8% nos portões da escola.
A socióloga Miriam Abramovay, da Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana (Ritla), diz que o resultado demonstra que o estudante não se importa com a supervisão de um adulto, pois há uma banalização da violência nas escolas. "Essas agressões não são vistas como uma violência", diz.
"Em geral, os professores dizem que é brincadeira. Falta um olhar perspicaz para perceber os conflitos."
A pesquisa indicou também que 28% dos estudantes foram vítimas de algum tipo de violência dentro da escola no último ano e mais de 70% deles presenciaram agressões.
Quando se trata de agressões recorrentes, os meninos sofrem mais que as meninas: 12,5% deles se disseram vítimas, mas o número cai para 7,6% entre as garotas. O Sudeste é a região com mais vítimas de bullying - 15,5% - e o Nordeste, com a menor ocorrência (5,4%).
Rendimento. A principal consequência do bullying para a vida escolar é semelhante tanto para agredidos quanto para os agressores. A perda de "concentração" e "entusiasmo" pelo colégio foram as consequências mais citadas pelos dois lados (16,5% das vítimas e 13,3% dos agressores). "A violência na escola impede a plena realização do potencial das crianças", afirmou Moacyr Bittencourt, presidente da Plan Brasil.
Outros dados são que 37% dos entrevistados disseram que "às vezes" sentem medo no ambiente escolar e 13% afirmaram que nunca se sentem acolhidos. E, com a internet, insultos e ameaças via rede passaram a fazer parte da realidade dos alunos (mais informações nesta página).
PARA ENTENDER
1. O que é bullying?
É qualquer tipo de agressão física ou moral entre pares (como colegas), que ocorre repetidas vezes nas escolas. A pesquisa considerou ao menos três vezes ao ano.
2. Qual a motivação para o bullying?
Não há motivos concretos.
Dicas para enfrentar o problema
Medo da escola
Uma criança que demonstre desconforto físico ou tristeza antes de ir para escola ou não queira participar de festas de colegas de colégio pode ser uma vítima. Procure conversar com seu filho e com representantes da escola
Novos comportamentos
Crianças que tenham mudança brusca de comportamento - eram falantes e tornam-se
quietas, por exemplo - também podem estar sofrendo bullying. Pais devem ficar atentos
ainda a comportamentos agressivos
Atenção e conversa
"Vítimas" e "agressores" precisam igualmente de atenção. Muitas vezes o comportamento agressivo tem motivações de insegurança e medo. O melhor caminho é mediar uma conversa franca entre os dois lado.
Como fica exposto na tirinha, o bullying é sofrido não apenas pelos colegas de turma, porem sim por vezes, é feito pelos adultos e até mesmo professores que não tratam este tipo de conduta com a devida seriedade.
O papel dos professores, coordenadores é de extrema importância no combate destas" brincadeiras ' tão destrutíveis e sem graças, porem devemos refletir sobre algumas questões: Quando o bullying surgiu? Quais medidas podemos tomar para combate-lo?
Muitas pessoas acham que este é um assunto novo porem, não é ha muitos e muitos anos o mesmo ocorre sem um nome para defini-lo e assim os diretores e professores destas épocas não possuíam medidas pré definidas. Vejamos a seguir um relato através de uma entrevista de uma menina que passou por bullying e sentiu com a falta de atitudes por parte de professores e diretores da sua escola.
A
postura do pedagogo diante do cenário escolar atual exige deste
profissional um auto-conhecimento que inspire os
educadores sob sua orientação, considerando que a célula máter da
sociedade “família” infelizmente passa por um processo
deteriorante que desencadeia nas problemáticas vista com frequência
nas escolas, problemas estes que não são privilégios das escolas
públicas.
ROBBINS, Anthony. Poder sem Limites. São Paulo: Best Seller, 2001. WEIL, Pierre; TOMPAKOW, Roland. O Corpo Fala. Petrópolis: Vozes, 2002. WEISINGER, Hendrie. Inteligência Emocional no Trabalho. Rio de Janeiro: Objetiva, 1997.
Dentre os
aspectos que mais acometem a saúde do professor está o estresse oriundo de sua
dinâmica laboral. Salas superlotadas, falta de recursos materiais, apoio técnico
inadequado, além de pressões advindas das relações com pais, alunos e equipe de
trabalho podem, variável e circunstancialmente, intensificar as condições de
estresse no exercício da profissão, comprometendo a sua saúde e, consequentemente,
a qualidade do ensino.
Mas, o que vem a
ser essa tal síndrome de burnout?
A síndrome de burnout
se caracteriza pelo estresse crônico
vivenciado por profissionais que lidam de forma intensa e constante com as
dificuldades e problemas alheios, nas diversas situações de atendimento.
A síndrome se
efetiva e se estabelece no estágio mais avançado do estresse, sendo notada primeiramente
pelos colegas de trabalho, depois pelas pessoas atendidas pelo profissional e,
em seu estágio mais avançado, pela própria pessoa quando então decide buscar ajuda
profissional especializada. Inicia-se com o desânimo e a desmotivação com o trabalho
e pode culminar em doenças psicossomáticas, levando o profissional a faltas
frequentes, afastamento temporário das funções e até à aposentadoria, por
invalidez.
E o termo burnout?
O termo é de origem
inglesa, composta por duas palavras: Burn que significa “queimar”
e Out que quer dizer “fora”, “exterior”. Em tradução literal
significa “queimar para fora” ou “consumir-se de dentro para fora”, podendo ser
melhor compreendido como “combustão completa” que se inicia com os aspectos psicológicos
e culmina em problemas físicos, comprometendo todo o desempenho da pessoa.
Quais os
principais sinais e sintomas da burnout?
Os sinais e sintomas
nos estágios iniciais da burnout são praticamente os mesmos do estresse
e da depressão, mas ainda não está caracterizada a síndrome, pois esta só se
efetiva nos estágios mais avançado da doença, apresentando características próprias
que a diferencia de outras psicalgias, tais como o estresse e a depressão. A
divisão dos sinais e sintomas em quatro estágios facilita o entendimento da
evolução da doença.
1º estágio:
● A
vontade em ir ao trabalho fica comprometida,
● Ausência
crescente e gradual de ânimo ou prazer em relação às atividades laborais,
● Surgem
dores genéricas e imprecisas nas costas e na região do pescoço e coluna;
● Em
geral, o profissional não se sente bem, mas não sabe dizer exatamente o que
possa ser.
2º estágio:
● As
relações com parceiros e colegas de trabalho começa a ficar tensa, perdendo
qualidade;
● Surgem
pensamentos neuróticos de perseguição e boicote por parte do chefe ou colegas
de trabalho, fazendo com que a pessoa pense em mudar de setor e até de emprego;
● As
faltas começam a ficar frequentes e as licenças médicas são recorrentes;
● Observa-se
o absenteísmo, ou seja, a pessoa recusa ou resiste participar das decisões em
equipe;
3º estágio:
● As
habilidades e capacidades ficam comprometidas;
● Os
erros operacionais são mais frequentes;
● Os
lapsos de memória ficam mais frequentes e a atenção fica dispersa ou difusa;
● Doenças
psicossomáticas como alergia e picos de pressão arterial começam a surgir e a
automedicação é observada;
● Inicia-se
ou eleva-se a ingestão de bebidas alcóolicas como paliativo para amenizar a
angústia e o desprazer vivencial;
● Despersonalização,
ou seja, a pessoa fica indiferente em suas relações de trabalho culminando em
cinismo e sarcasmo.
4º estágio:
●
Observa-se
alcoolismo;
●
Uso
recorrente de drogas lícitas e ilícitas;
●
Enfatizam-se
os pensamentos de auto-destruição e suicídio;
●
A
prática laboral fica comprometida e o afastamento do trabalho é inevitável.
Sintomas
somáticos (físicos):Exaustão (esgotamento físico
temporário), fadiga (capacidade física ou mental decrescente),dores
de cabeça, dores generalizadas,transtornos no
aparelho digestório,alteração do sono,disfunções
sexuais.
Sintomas
psicológicos:Quadro depressivo,irritabilidade,
ansiedade, inflexibilidade,perda de
interesse,descrédito (sistema e pessoas).
Sintomas
comportamentais:Evita os alunos,evita
fazer contato visual,faz uso de adjetivos depreciativos,dá
explicações breves e superficiais aos alunos, transfere responsabilidades,faz
contratransferência, ou seja, reage às provocações em papéis distintos do papel
de educador,resiste à mudanças.
Consequências
mais comuns:Apatia ou cinismo nos diálogos, dificuldade
em desempenhar papéis,diminuição dos contatos sociais,desvalorização
do lazer, negligência nos cuidados pessoais,auto-medicação
(agrava o quadro),resistência em buscar ajuda.
Como se diagnostica
a burnout?
O diagnóstico da
burnout só pode ser realizado por médico ou psicoterapeuta, levando em consideração
as características peculiares das três dimensões da doença, a saber:
●
O
esgotamento emocional;
●
A
despersonalização;
● O
envolvimento pessoal no trabalho.
O tratamento da burnout:O tratamento da
síndrome é essencialmente psicoterapêutico, ou seja, por mediação temporária de
psicólogo ou psicanalista, podendo haver atendimento concomitante com médico
caso a pessoa apresente problemas biofisiológicos, a exemplo de dores, alergias,
alteração na pressão arterial, problemas cardíacos, insônia, entre outras
possíveis intercorrências físicas de qualquer natureza. Quanto a medicação,
esta pode variar de analgésicos e complementos minerais até ansiolíticos e
anti-depressivos, conforme cada caso. Eventualmente, o médico psiquiatra faz as
duas abordagens, ou seja, a prescrição medicamentosa, pois é médico, e a
aplicação de alguma técnica psicoterápica, pois é psiquiatra.
A prevenção da burnout:Algumas dicas
podem ser muito úteis para evitar ou amenizar o estresse laboral, diminuindo as
possibilidades de instalação da burnout. Ei-las:
● Programe
melhor as atividades do dia, deixando espaço para intervalos importantes: O acúmulo de afazeres
diários gera estresse e aumenta as chances de falhas, comprometendo a qualidade
dessas atividades, podendo afetar inclusive a auto-estima do profissional;
● Diferenciar
competência de competição:
Procurar
realizar as tarefas com zelo e profissionalismo é bem melhor do que tentar
fazer melhor do
que o outro fez. Comparar desempenhos ou estilos de trabalho entre
colegas de
trabalho só gera desavenças.Mantenha o
foco nos resultados;
● Promover
ou buscar qualidade nas relações interpessoais: A presença de um
bom amigo ou a interação prazerosa com outras pessoas libera um hormônio
chamado ocitocina, também conhecido popularmente como “hormônio da amizade”. A presença
desse hormônio no organismo diminui a quantidade de um hormônio nocivo à saúde,
o cortisol, também conhecido como o “hormônio do estresse”. Além desse efeito
benéfico da ocitocina, a qualidade nas relações interpessoais aumenta a rede de
apoio da pessoa, proporcionando mais segurança no ambiente de trabalho.
● Ainda
vale a máxima: “Corpo são, mente sã”. Portanto, procure fazer algum tipo de atividade
física dirigida. Faça yoga, Tai Chi Chuan, academia, caminhada, natação ou qualquer
outra atividade física. Sabe-se que a atividade física regular libera hormônios
essenciais para a saúde do corpo e da mente, entre eles a dopamina, um
neurotransmissor que atua direto no sistema nervoso central, agindo
como analgésico
natural e precursor da sensação de bem-estar. Importante lembrar que o alcoolismo
e a drogadição diminuem consideravelmente a ação da dopamina no organismo,
fazendo com que a quantidade liberada pelo organismo não seja suficiente para que
o usuário de álcool ou de drogas sinta os pequenos prazeres da vida,
intensificando o vício.
● Mudar
estilo de vida: Repensar
o espaço que o trabalho ocupa em sua vida, rever conceitos, hábitos alimentares
e reorganizar o seu tempo e suas atividades, colocando harmonia entre as áreas chaves
da vida;
JBEILI, Chafic. Síndrome de Burnout: Identificação,
tratamento e prevenção. 2008. 21 páginas. Cartilha informativa de prevenção
à Síndrome de burnout em professores